Brasil, 27 de Novembro de 2022
24 de outubro de 2022

Crescimento de 10% no setor de Cosméticos é registado no primeiro semestre de 2022

Crescimento de 10% no setor de Cosméticos é registado no primeiro semestre de 2022

O setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos registrou um crescimento de cerca de 10% nas vendas ex-factory (ou seja, que consideram o faturamento de fábrica, sem adição de impostos sobre vendas) no primeiro semestre de 2022, em relação ao mesmo período de 2021, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, a ABIHPEC. O dado apresenta uma avaliação positiva do retorno da economia pós-pandemia, uma vez que o setor havia fechado o ano anterior em queda. A performance do setor é reflexo do desempenho positivo das vendas ex-factory registrado em todos os segmentos que compõem o mercado de HPPC.

Os fatores responsáveis pelo desempenho do setor no semestre são a somatória do retorno cada vez mais sólido dos brasileiros à rotina de compras, aos efeitos da recomposição gradual das margens dos produtos que fazem parte da cesta de cuidados pessoais. O potencial de consumo também é favorecido pela desaceleração do desemprego e pela circulação de recursos adicionais na economia, com a concessão de novas parcelas do Auxílio Brasil.

Categorias campeãs

O maior destaque foi para a categoria de maquiagem (incluindo maquiagem para unhas, boca, rosto, olhos e multifuncional), que cresceu 20% nas vendas ex-factory no período, em comparação ao 1º semestre de 2021. As vendas dessa categoria haviam diminuído com o uso de máscaras de proteção facial, mas o fim da exigência tem feito com que muitos consumidores voltem a realizar compras de reposição de produtos que utilizavam antes da pandemia e impulsionados pelas novidades no mercado.

No segmento de Perfumaria, o crescimento foi de pouco mais de 16% em vendas ex-factory. O segmento foi impactado pelo aumento dos preços, mas as empresas passaram a buscar novas alternativas para manter seus consumidores e atrair novos compradores. Um dos recursos adotados tem sido investir em mais opções de apresentação, com variações do mesmo produto em tamanhos diferentes, por exemplo. Esse movimento da indústria permite atender a consumidores com diferentes possibilidades de desembolso, mantendo o acesso aos produtos pelos brasileiros

Auxílio emergencial traz otimismo 

A nova injeção de recursos na economia com a volta da concessão de benefícios como o Auxílio Brasil contribui para a aceleração do consumo no varejo, principalmente entre as famílias de renda mais baixa. O auxílio emergencial, ainda que com valores mais baixos no primeiro semestre, totaliza uma injeção da ordem de R$ 22,3 bi na economia no período, segundo Portal da Transparência.

Redução do desemprego 

Outro indicador favorável à atividade econômica nesse período é o índice de desemprego, em queda nos dois primeiros trimestres de 2022, o que sinaliza um aumento do grupo de consumidores que volta a ter um pouco mais de recursos na hora de ir às compras.

Depois do índice se mostrar estável no primeiro trimestre de 2022, em 11,1%, caiu para 9,3% no segundo trimestre, de acordo com o IBGE. A combinação desses fatores favorece ainda o consumo de produtos com maior valor agregado, permitindo que os consumidores tenham um leque maior de escolhas ao optar por desembolsar mais depois de restringir o consumo por causa do orçamento mais apertado.

IPCA do setor 

A pandemia reforçou a importância dos hábitos de higiene e a essencialidade dos produtos de HPPC na manutenção da saúde e promoção do bem-estar.

Com isso em mente, o setor de HPPC trabalhou muito nos últimos dois anos (2020 e 2021), para segurar o repasse do aumento dos custos para os preços finais de seus produtos, compreendendo as consequências da pandemia no cenário econômico e no bolso do consumidor brasileiro, esse foi um esforço grande para manter ao máximo o acesso da população aos produtos do setor, tão essenciais para o dia a dia. 

Em 2021, o setor fechou o ano com inflação média, 7 pontos percentuais abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi 10,1%. Até julho de 2022, seguiu abaixo do IPCA, com 8,5% contra 10,1%, nos últimos 12 meses.  Em agosto, foi a primeira vez em que o índice acumulado dos últimos 12 meses (IPCA), do setor, que fechou em 11,9%, ficando acima da média inflacionária geral 8,7%.

João Carlos Basílio, presidente-executivo da Abihpec.“Isso ocorreu por conta da necessidade dos fabricantes, de recomposição das margens, já que o setor não estava repassando os custos há algum tempo. Os resultados de 2020 foram impactados pela pandemia, no ano passado (2021) os reajustes ficaram abaixo da inflação geral e o que se vê agora é resultado desse movimento de recomposição das margens”, comenta João Carlos Basílio, presidente-executivo da Abihpec.

 

 
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