Brasil, 21 de Janeiro de 2022
29 de setembro de 2015

PENSE, INVENTE, TENTE!

PENSE, INVENTE, TENTE!





PENSE, INVENTE, TENTE!

Por Deise Garcia

O conhecidíssimo, verdadeiro e eficiente lema “crescer e aparecer para o cliente” dá passagem a algo mais moderno e condizente com a nossa realidade de negócios, dinheiro e empreendedorismo. Na versão com update, a frase do momento é “aparecer, atender e fidelizar o cliente”. E o que isso muda além do acréscimo de mais uma palavrinha? TUDO. Não basta mais você ser grande e até pensar grande se a sua empresa não conseguir reter seus compradores (de serviços e/ou produtos) e atrair novos, ou seja, se não apostar na fidelização constante. E isso, amigos, a gente só consegue olhando para os lados, longe e perto, esquerdo e direito a fim de se descobrir, antever, realizar o desejo do outro.

Recentemente tive a oportunidade de entrevistar o presidente do SEBRAE, Luiz Barretto sobre uma ação chamada compre do pequeno (www.compredopequeno.com.br). Em linhas gerais, ela prega que nós, no papel de consumidores, possamos dar uma chance ao comércio que nos cerca, aquele de bairro, tocado por nossos vizinhos e amigos do dia a dia (pois é,,, aquele que a gente muitas vezes mal olha). Enquanto eu escrevia sobre o tema, fiz uma pesquisa rápida e descobri que o meu bairro, Moema, em São Paulo, concentra um dos maiores agrupamentos de salões de beleza – a maioria pequenos e médios. Mas a minha busca me trouxe outra informação curiosa: os profissionais dos estabelecimentos da região alegam que sua carteira atende poucos moradores – o povo das proximidades vai até Jardins e  Itaim, bairros que fazem limite com o meu. E ai eu pergunto: o que cada um desses empreendedores está fazendo para atrair todas essas pessoas? Na onda do “atender, aparecer e fidelizar” não seria o caso de se criar um dia especial para quem é morador? Ou um clube vip? Um cartão fidelidade #vizinhoquerido?

Pequenas ações que, em tempos de concorrência, de informação imediata, de ofertas de todo o tipo, fazem a diferença. Claro que estamos em crise, claro que o setor de beleza – até então livre dos impactos financeiros – está sofrendo. Mas é uma fase de ajustes, releituras e reprogramações. E a beleza é algo superlativo. Prova disso é a sobrevivência das feiras de beleza – ao contrário do que foi apregoado há alguns anos, elas seguem firmes e fortes. “A diferença é que não podemos simplesmente ignorar as mudanças no modo de comunicar. O momento pede constante reinvenção. Aguardem novidades. As pessoas querem ser surpreendidas e vamos surpreender”, me disse Antonio de Carvalho Junior, alma e coração da grande e importante feita do setor, a Hair Brasil. Com esse espírito de renovação, alguém duvida que a beleza do e para o Brasil vai continuar a crescer?


Deise Garcia
Jornalista, especializada em beleza e negócios, há 20 anos atua na área. Trabalhou nas revistas Claudia, Manequim, Nova, Elle, Boa Forma, Marie Claire, Nova Beleza, entre outras e foi diretora das publicações Revista A – Ana Maria Braga, Lonely Planet, Estética Moda Cabelo e Cabelos&Cia.
 
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